domingo, 16 de agosto de 2009

Motivação no Xadrez (razões para o Progresso)





Na sequência de já várias situações onde o tema da Motivação tem sido abordado, chegando a ouvir-se afirmações de alguns jogadores de força potencial respeitável, de tipo: “eu já não vou progredir mais”, ou algo assim... Surpreendido por tais afirmações, tentei aprofundar na análise estrutural das causas que determinam certas posições, tomadas pelos indivíduos perante a adversidade.

Tratando-se dum processo continuo, o progresso dum jogador de xadrez é medido pelos resultados finais da soma dos jogos (Elo) e não pela qualidade alcançada nos mesmos (S/Nome). Os erros de todo tipo, cometidos (só aqueles que são punidos!) durante o jogo, condicionam a auto-confiança da maioria dos indivíduos. É tão válido dentro, como fora do xadrez. No entanto, meditando sobre isso, chego à conclusão de que a performance que influencia sobre a tal "auto-confiança" depende da imediata posição do "danificado" face à derrota, conceptualmente associada à "desgraça".
Por tanto, para compreendermos melhor o que verdadeiramente acontece, quando o individuo é punido pelo erro cometido, podemos convir nas seguintes obviedades, sempre desde a posição do “derrotado”:

  • Devido à nossa natureza (Errare humanum est) os erros, mesmo os que são considerados "evitáveis", na prática nem sempre se conseguem evitar.
  • Devido à mesma natureza, os erros cometidos por nós, nem sempre são advertidos pelo Rival.
  • Matematicamente, o conceito do erro é entendido como a diferença entre o valor exacto e o valor apresentado
  • Matematicamente, o erro é absoluto ou relativo
  • Ao contrário da Matemática, no Xadrez (tendo em conta que é principalmente um jogo), os erros são todos relativos, até que o Rival nós comprove o contrário.

A problemática do erro no Xadrez, como motivo da derrota, e o conseguinte Luto do Jogador, como reflexo (adquirido, não condicionado!), deve abordar-se, então, desde o enfoque psicológico.
Se supusermos, por absurdo, que a partir dum determinado momento, não vamos ganhar nem um único jogo, poucos continuariam a o praticar, devido a que a maioria busca nele uma satisfacção e não está, mesmo nos níveis magistrais (especilamente nesses níveis, o Xadrez para um profissional é um trabalho!), na procura dalguma utópica verdade oculta. Dali podemos concluir, que a capacidade de progresso dum jogador é proporcional aos resultados positivos, por ele obtidos. Claro que, se a força opositora fosse de envergadura, o resultado positivo, ou Vitória, levaria a um optimismo ainda maior e mais duradouro, com ainda maiores possibilidades de sucesso, segundo creio.
Desde esta perspectiva, então, só nos resta assumir, que, pelo contrário, se os resultados são negativos, dito progresso torna-se muito mais dificultoso, ou mesmo impossível.
Até aqui, foi a parte descritiva da problemática, certamente óbvia para os que praticam com certa assiduidade este jogo.
Até agora falei, sem nomea-la, sobre a mesmissima senhora Motivação, que é a responsável de que qualquer individuo progrida num emprendimento, seja ele qual for. Dentro do Xadrez, a motivação para o progresso deve-se a factores muito diferentes, que variam de jogador para jogador, sem esquecermos de que é também um desporto, com regras claras que motivam a competição.
É que é muito importante sabermos PARA QUE É QUE JOGAMOS XADREZ? Qual é o motivo?
Eis, a diversidade de motivos, para que um jogador queira se superar é citada muitas vezes nos ditos dos máximos representantes do Xadrez, que rara vez coincidem entre si. Para uns (Lasker, Kaspárov) a motivação está na própria luta, para outros (Smyslov, Rubinstein), na beleza da harmonia, na procura do ideal. E esta lista de motivações poder-se-ia extender por muitas páginas.
Como exemplo, posso mencionar o meu próprio motivo para jogar o Xadrez, apesar das duras derrotas que já sofrí e que ainda, inevitavelmente, terei. Aliás, tenho vários motivos. Além do prazer de ganhar um jogo, superando um difícil rival, e a beleza dalgumas escassas ideias levadas a cabo, ou a simples descontracção, que para muitos chega à evasão dos problemas mundanos, o meu motivo principal, pelo menos do que eu sou consciente, é que o Xadrez, qual ginástica, me consegue mostrar o estado da minha mente, se estou em forma, ou se estou a declinar.
Por analogia, penso que a falta de motivação para o progresso num Jogador, deve-se em grande parte ao seu desconhecimento do(s) PORQUÊ(S) é que ele joga a isto! A resposta a esta pergunta será mais fácil, se se aceitar que tal problema existe e tem tais e tais características. Senão, acontecerá mais uma volta dentro desse círculo vicioso, chamado Desilusão. Claro, há quem gosta de sofrer, mas duvido de que sejam verdadeiramente tantos.
Concluindo, quero contribuir com uma ideia, para quem queira perceber o que acontece imediatamente depois da derrota propriamente dita, como causante duma reacção pre-concebida (pena, desilusão, tristeza, depressão). Quando somos mal-sucedidos num emprendimento qualquer de importância mínima ou máxima (segundo o valor que lhe atribuamos), temos ai uma escolha que fazer: ou escolhemos ser vítimas (Porqué é que isto me passa a mim? Eu não sirvo para isto...etc.), ou escolhemos ser realistas (Qual foi o meu erro?) Segundo parece, é nessa escolha que se forma o espírito combativo dum Jogador, a sua posterior capacidade de superação e progresso. Se comprendemos que qualquer ILUSÃO, mais cedo ou mais tarde, deriva numa DESILUSÃO (por tratar-se duma MIRAGEM!), e que se continuamos com que “ A ÚLTIMA EM MORRER É A ESPERANÇA”, nunca vamos chegar a lado nenhúm, sempre à espera do milagre.
Quando o milagre somos NÓS.
Motivador eu?

***
Soy un ordinario jugador
Por motivos de filosofía
Pierda o no gane, no sería
Ni peor por eso, ni mejor
Sólo así, tal vez conocería
La Victoria, su mágico sabor!

19 comentários:

Reinato disse...

A motivação é um assunto interessante e o teu exercício sobre a mesma mostra que pensaste bastante acerca do mesmo.
Pode-se se estender a outras áreas da actividade humana, por exemplo motivação para estudar ou para trabalhar.
A outra face será porventura a preguiça ou des-motivação.
Há algum tempo comprei um livro acerca do assunto em que o autor que é Phd em Psicologia refere que a falta de motivação deriva da dificuldade que temos em lidar com a ansiedade associada com diversas tarefas.
Segundo ele está associada ao medo de falhar.
Tu acabas por dizer algo semelhante quando referes que alguns jogadores dizem que já não progridem mais, acabando desta forma por justificar (confirmar) o seu não progresso.
Na verdade ainda não acabei de ler o livro, acho mesmo que me falta motivação...

aleg disse...

Caro Renato,
as causas quer da motivação, quer da desmotivação, certamente, variam de pessoa para pessoa. Por tanto, é na individualização que está a abordagem da problemática, a sua compreensão.
Podemos ter dificultades iniciais em definirmos as CAUSAS PRIMÁRIAS e até as SECUNDÁRIAS, mas sim a priori, já podemos definir e, por tanto, modelar, a nossa posição face aos resultados adversos.
E, como já mencionei no post, a escolha é binária:
Onde 0 (valor neutro) é igual à CONSTERNAÇÃO + TRISTEZA + LUTO (victimização)= POSIÇÃO DE CRIANÇA (a chorar desconsoladamente), com um resultado previsível que continua a ser igual a 0, ou seja - problema sem resolver

E temos um valor positivo, bináriamente igual a 1,
onde 1 é igual à REFLFEXÃO + ANÁLISE + (possível)COMPREENSÃO = POSIÇÃO DE ADULTO (idem, capacidade de correcção dos erros), tendo como resultado, no pior dos casos, o inalterável 1, e no melhor, a soma dos resultados precedentes, sempre com o saldo positivo, ou seja, resolução do problema.

Claro que o ser humano não é nem binário, nem decimal, mas tem a capacidade de abstracção e adaptação suficientes, como para colocar qualquer problemática num campo definido, resolvendo-o quer através do cálculo, quer através da exclusão, chegando no último caso ao bem conhecido desenrascanço, se se quer.
Embora, com os argumentos supra-citados, a ideia princial é não ter sequer a necessidade de se desenrascar.

Rini Luyks disse...

Como sem dúvida já reparaste, Alberto, eu sou um daqueles xadrezistas que adoram chafurdar na lama da desilusão.
Um holandês a emigrar para Portugal? Só pode ser porque ele acha mesmo que "a esperança é a última coisa a morrer! :)
O "título" que me foi atribuido em 1993 por um jornalista do jornal "A Bola" traduz na perfeição a minha motivação para o jogo: "Palhaço do Xadrez".
Mais explicações no link para o blogue "Alverca-X" no meu post a seguir "A Derrota" (pois além de palhaço também sou às vezes preguiçoso...)

aleg disse...

Olá Rini,
a tua resposta não surpreende, não, pelo contrário, confirma a tua posição na Vida. Básicamente, nela há dois grandes grupos: os que observam desde fora, e os que animan a festa.
O engraçado é que tanto os primeiros, como os segundos, podem perfeitamente praticar o nobre oficio de Palhaço.
Quanto à Desilusão e a Esperança, desde já que isso também é uma escolha, que possivelmente confirma a aceitação, quase premeditada dum erro global como regra, arredondando sempre +-, ai parece que está presente uma forma de auto-flagelação. É dizer, chegamos a um paradoxo.
Isso está descrito muito bem famoso ditado popular sobre a "Gata Flora": La que cuando se la meten chilla y cuando se la sacan llora! :)

Rini Luyks disse...

Também adoro paradoxos :) !

aleg disse...

Olá Rini,
e que achas se estás a sub-estimar esta posição?
Não acredito que sejas um indiferente!

Rini Luyks disse...

Não sou indiferente, Alberto, mas se calhar tenho agora mais uma posição tipo David Bronstein (sem obviamente alguma vez ter tido um sucesso de relevo...) de "o jogo pelo jogo". Até 2007 coleccionei todos os Yearbooks de New in Chess para estar informado, mas cheguei à conclusão (baseada nos resultados práticos) que o meu nível de jogo já não ia subir mais.
Ainda gosto de fazer uma boa análise duma partida minha, sobretudo quando foi perdida, aqui pode realmente haver um elemento de auto-flagelação!
O referido Donner também era muito bom nisso, mas em geral ele comentou os seus jogos efusivamente depois duma vítoria imerecida. Isto é uma ideia, vou a procura! Vitórias imerecidas devo ter muitas no meu arquivo caótico!

aleg disse...

Boa análise, Rini!
No entanto, aqui há um tema global, de fundo,
antes de pormenorizarmos as suas componentes, é preciso definir, e até tentar de analisar a questão primária, que se resumiria em duas simples perguntas (no post eu dei o meu próprio exemplo):
1. Porquê é que jogas Xadrez?
2. E para que?

Rini Luyks disse...

Porque e para que é que jogo xadrez?
Há e houve de certeza uma mistura de motivos: desafio de resolver problemas, competição, auto-afirmação e também jogo pelo jogo (sempre, "homo ludens", acho que é um motivo muito válido, embora pareça não ir muito ao "fundo da questão"!).
Com certeza a importância de cada um os motivos varia com o tempo.
Na juventude o jogo era uma piada.
Tornei-me jogador federado com grande entusiasmo na altura do match Fischer-Spassky, a coincidir com a ascenção de Jan Timman, o nosso herói nacional. Motivo: imitação-emulação, eu também quero ser tão bom como ele!
Não se consegue, mas já houve um contágio tão grande, criaram-se também valores de convívio, amizades, faz parte da vida. E continua-se a jogar... pelo jogo! Ver até onde se consegue chegar com alguma ambição limitada mas sem dramatismos nenhuns.
De tal maneira que hoje em dia até me sobrevém a tentação de responder à pergunta: "Porquê?" com a pergunta/resposta: "Porquê não!?"

(Booo! Never answer a question with a question!)

aleg disse...

Muito bem.
Estou motivado (o meu motivo é a curiosidade, a que por sua vez me motiva para a compreenção) para que encontremos alguma solução em conjunto, ou seja, que cheguemos a um ponto em comum, à concordância.
Isto é tão interessante, como solucionar um problema de xadrez.
Vamos por partes, primeiro quero elucidar aquilo do "Porquê?" (logo falamos também do "why not"? acho ter alguma ideia)

Vejamos:
1. A primeira pergunta (porquê?) visa, evidentemente, saber as causas primárias, pelas quais tu, começaste e (o que nos importa agora) continuas a jogar xadrez.
- Deduzimos então, que as causas primárias foram variando através dos anos.
- Actualmente, jogas porque GOSTAS DE JOGAR.
As restantes causas (amizade, parte da vida, etc.) podem passar a se considerar como secundárias. Porque se não gostasses de jogar (brincar), dificilmente seriam suficientes motivos para continuares a praticar a modalidade. Corrige-me, se estou errado.

Reinato disse...

Não me querendo alongar muito acerca de este assunto acrescento que tenho alguns pontos de vista que porventura não serão coincidentes com os vossos.
Acho que o problema da motivação é muito complexo e de difícil "descodificação".
Concordo com o Alberto quando refere que a motivação varia consoante o índividuo, agora nem tanto quando diz que inicialmente é necessário saber o porquê e para quê.
Acredito que muitos dos factores são inconscientes, aliás diria mesmo que a maior parte são inconscientes e como tal por definição não possíveis de explicar através de respostas a questões racionais do tipo porquê e para quê.
O Alberto também refere a nossa parte de criança e de adulto como respostas à derrota (adversidade), isso corresponde como se sabe ao modelo freudiano do id (criança) ego (adulto) faltando ainda o superego correspondente aos modelos morais e sociais.
Tudo isso é verdadeiro mas acredito que o quadro ainda esteja incompleto.
Reuben Fine no seu livro "The Psychology of the Chess Player"
afirma o seguinte:

"The profuse phallic symbolism of chess provides some fantasy gratification of the homosexual wish, particularly the desire for mutual masturbation."
Reuben Fine, The Psychology of the Chess Player, 1956

" O simbolismo fálico profuso do xadrez fornece alguma fantasia de gratificação do desejo homosexual, particularmente o desejo para masturbação mútua"

Isto pode chocar algumas pessoas não habituadas com a linguagem psicanalista, mas independentemente da validade da sua análise, aponta para mecanismos de satisfação que não podem ser traduzidos de forma linear.
Para mim neste instante basta-me dizer que jogar xadrez dá-me gozo, e constitui um desafio a mim próprio, razões que me chegam para continuar a jogar.
De certeza que existem motivos mais profundos, mas não sei bem se merece a pena querer saber os porquês de tudo na vida, o mais importante é vivê-la.

Rini Luyks disse...

Curioso, Renato, o meu (anti-)ídolo Jan Hein Donner também falava em termos parecidos sobre os xadrezistas (comparados com Reuben Fine): "Volwassen mannen die vieze dingen doen met houten poppetjes" - "Homens adultos a fazer coisas obscenas com bonequinhos de madeira".

E as ideias dele sobre MULHERES no mundo do xadrez, bem...

Reinato disse...

Repara que Reuben Fine não fala em obscenidade, pois isso implica um julgamento moral. A linguagem psicanalista às vezes é interpretada à luz de julgamentos embora na realidade quer dizer coisas completamente diferentes.
Por exemplo diz-se que Freud interpreta tudo com base no sexo, o que em parte é verdade só que para Freud sexo era entendido num contexto mais lato e não como "relações sexuais"
De qualquer forma não vou ser eu a dizer que o Fine tinha razão ou deixava de ter, o meu comentário serve para ilustrar o que penso acerca dos motivos (motivação) últimos dos nossos actos.

Rini Luyks disse...

Podes ter razão, Renato, em relação à palavra "obsceno", de facto "vies" em holandês é mais "sujo", "dirty" do que "obsceno", só que o Donner nos seus textos misturava essas palavras com tanta à vontade que já não dou conta...
De certeza ele também era um "dirty old man".
Concordo plenamente que os julgamentos morais não são aqui chamados. Não sei se haverá aqui também uma diferença cultural entre o Norte e Sul da Europa.
Em círculos de xadrezistas na Holanda a palavra "obsceen" significa na minha opinião há décadas mais "excitante" do que outra coisa e perdeu o sentido de julgamento moral. De tal maneira que frequentemente ouvi esta palavra em partidas informais de rápidas para qualificar uma jogada do adversário. E ninguém leva a mal!

aleg disse...

Grande Renato!
Aportaste o grau de aprofundamento a esta causa que busca se enteriorizar como é que funciona isto da Motivação, e sobre tudo, as leis às que ésta obedece.
Dos teus comentários, quero remarcar três pontos importantes que acho complementares à causa aqui debatida:

1. O enfoque freudiano
2. O não menos freudiano desabafo do campeão sem coroa, inolvidável Reuben Fine
3. A importância de viver a vida

No primeiro caso, só me limitaria a mencionar que as investigações do mestre Sigmund Freud contribuiram ao despertar das mentes de muitas gerações.
No segundo, como inconfundível consequência do primeiro, tivemos a teoria do Fine, quem se doutorou em psicologia, sendo um grande mestre do xadrez. No seu célebre e controvertido trabalho do que tu fizeste menção, de facto, houve uma tentativa, para descernir as vicissitudes que levam a um homem a mexer conjuntamente com outro homem as pecinhas alongadas de xadrez. Indo ainda mais longe, a argumentação por ele fornecida se baseava sobre a representação simbólica que levavam cada uma das referidas peças. Elas não são eram fálicas, senão que, por exemplo:
o Rei significava um pai muito débil;
a Dama representava a figura maternal dominante, e sobretudo, a meta do jogo era: dar o xeque-mate, é dizer, matar ao pai.
...
Uma apreciaçãp superficial, logicamente, faria as obvias conclusões. A homosexualidade, e blablabla...
Só que, se lemos a obra com detenimento, ai há uma clara alusão à sublimação (subliminación em castelhano), a que, se tivéssemos que sintetizar os factos, tudo se simplificaria na seguinte tese:
O jogador de xadrez pratica dito jogo, porque escolhe sublimar, em vez de praticar a sua hipotética tendência homosexual.

Contudo, caro Renato, a teoria de Rueben Fine, é mais uma hipótese (embora excelentemente elaborada) de milhares que motivam a que as pessoas (não esqueçamos das numerosas Mulheres que também praticam xadrez) mexam nas alargadas pecinhas para o seu divertimento.

E, finalmente, o terceiro caso fala sobre a tua posição, Renato, (já exteriorizada por ti em várias ocasiões) sobre que não se deveria procurar sempre os "porquês" da vida, bastando com só vivê-la, sem tantos questionamentos.
Isso devia é funicionar com as coisas que não são essenciais para a vida, ex.: a respiração, graças à que vivimos, é essencial, mas não o é a nossa compreensão de como é que ela funciona...

Distino é o global assunto da vida toda: ai é preciso saber as regras pelas que ela se rege, a inter-relação de cada uma das partes que a integram.
Se a vida fosse uma estrada, seria muito perigoso não conhecermos as suas regras de trânsito.
E por ali fora...
Para concluir, quero referir sobre as minhas influências psicológicas.
Mais que o Freud, o memorável Dale Carnegie, conjuntamente com o pai da psicologia comportamental, Eric Berne, representa hoje em dia a minha posição face à vida e tudo o que a está a compor.

P.S. Caro Rini, fico a espera da tua resposta, se é que queres desvendar o
"porquê" e "para que" das coisas, sem ánimo, claro, de detentar a última verdade.

Rini Luyks disse...

Para já, Alberto, vou publicar uma vitória imerecida minha para a gente divertir-se um pouco, pois este post começa a ficar um pouco pesado para a minha cabeça de camponês simples (sem ofensa, please :)

aleg disse...

Rini,
tudo bem, Mestre.
Abraço!

aleg disse...

Seria interessante, o que escreveria Fine sobre os que jogam as Damas?
Tendências lésbicas?
:))))

Rini Luyks disse...

As peças no jogo de damas são de facto redondas, Alberto, mas chatas e magrinhas. O jogador desliza a peça, não pega nela como no xadrez.
Com um contacto físico tão superficial como se deve encarar este jogo em termos psicoanalíticos? Recalcamento? Inibições?
Há um site interessante (dum jogador holandês!) sobre as origens do jogo de damas: http://www.draughtshistory.nl/ .
Pode ser que dê algums pistas!?