quarta-feira, 13 de maio de 2009

Chess Fever (Shakhmatnaya goryachka) - Vsevolod Pudovkin (1925)


O famoso filme do realizador russo com um papel de protagonista para o sedutor e campeão mundial de xadrez José Raúl Capablanca ao lado de outros mestres da época como Ernst Grünfeld, Frank Marshall, Richard Réti, Rudolph Spielmann, Carlos Torre, F.D.Yates e uma participação do famoso cineasta Boris Barnet no papel de ladrão.
Aparece também um actor Konstantin Eggert! Laços de família, Alberto?
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=zK7sfwGuGbQ

Conteúdo do filme em inglês: http://chessbase.com/newsdetail.asp?newsid=3559

9 comentários:

Alberto Eggert disse...

O filme é uma realização muito hilariante e própria da Época na que está-se a desenvolver. O meu tio-avô foi actor e realizador, e de facto, fez ali um pequeno papel de proprietário de uma loja de xadrez. Segundo as lendas familiares, a casa dele frequentava-se, entre outras celebridades, também pelo próprio Alekhine, onde costumava-se jogar xadrez.

Rini Luyks disse...

Caro Alberto, eu sei que este mundo é pequeno, mas isto começa a ficar curioso, se não mesmo "weird"!
No dia 3 de Maio escrevi um post no meu outro blogue "Anacruses" (link através do meu perfil aqui ao lado) sobre o famoso barítono russo Dmitri Hvorostovsky e logo a seguir tu vens num comentário informar-me calmamente que aos 20 anos de idade já mijaste(!) com esta estrela mundial da música num restaurante em Buenos Aires em circunstâncias muito particulares (caro leitor, vale a pena ler esse comentário, aliás modéstia aparte :), vale a pena visitar o blogue "Anacruses" de qualquer maneira!).
E agora faço um post sobre "Chess Fever", por acaso vejo o nome "Eggert" mencionado entre os actores no filme e tu dizes: "Sim, sim, foi o meu tio-avô, o próprio Alekhine jogou na casa dele!"
Sendo assim acho que a tua vinda para o GX Alekhine foi predestinação!

E descobri mais uma coisa, Alberto (lembra-te que já fui pesquisador na química!): fiquei curioso para saber a altura desse encontro "aos 20 anos" em Buenos Aires, fui às listas de Elo da FPX e vi que fizeste anos no passado dia 3 de Maio, o dia em que a nossa equipa ganhou o campeonato na 2ª divisão C. Foi um duplo parabéns então!

Mas agora, algo arrepiado, acho que vou pensar duas vezes antes de escrever outro post sobre um assunto "russo"...brrrr!

Rini Luyks disse...

Correcção: o post sobre Hvorostovsky foi no dia 4 de Maio, no dia 3 de Maio o assunto foi obviamente "Campeones!"

Alberto Eggert disse...

Pois é, Rini, nada é por acaso, estou convencido disso. Aquele assunto mijatório aconteceu como acontece montes de vezes; é dizer, se calhar, a gente compartilha muitas mais vezes esse dever fisiológico com pessoas que são de alguma maneira conhecidas, e famosas até, só que não o serão para nós, e esses cruzamentos ficam desapercebidos...:)
Quanto à minha predestinação ao GX Alekhnie, só posso voltar ao tema "dos gatos do Alekhine", já que o biógrafo mais conhecido dele, por exemplo, chama-se Alexander Kotov...E "KOT" em russo, como saberás, é...

Abraço!

Rini Luyks disse...

"KOT", pois eu sei, Alberto, em russo e em polaco também. Já que estamos em conversa de "faits divers", como velhinhos sentados num banco no jardim (se calhar devo falar só por mim...):
o encenador da minha primeira peça de teatro em Portugal era o polaco KOT KOTECKI. A peça chamava-se "Culpa" e era bastante pesada (embora não tão pesada como a minha última peça "Imaculados" no Teatro Aberto, ao qual alguns Alekhinistas assistiram), género Eugène Ionesco.
No Verão de 1990 fomos convidados para uma representação no Festival de Teatro "Citemor" em Montemor-o-Velho. Seria uma actuação à noite ao ar livre dentro das muralhas do velho castelo.
A cidade de Montemor-o-Velho encontra-se na proximidade do rio Mondego. Os Alekhinistas sabem isso: no ano passado jogámos lá (2ª Divisão B, 6ª ronda) contra CX Montemor-o-Velho. Por causa de problemas mecánicos chegámos atrasadíssimos ao local do encontro, mas além do nosso salvador Presidente Amadeu (ele levou-nos in extremis no seu carro), apareceu outro "salvador" inesperado: o rio Mondego! O local de jogo estava completamente inundado, o encontro começou com uma hora de atraso e ainda arrancámos um (na altura) valioso empate. (Podemos aliás voltar a encontrar o CX Montemor-o-Novo no próximo ano na 1ª Divisão: a duas rondas do fim a equipa está na liderança do 2ª divisaõ B, partilhada com AEJ São João Madeira, mas já ganhou o combate entre os dois).
Em 1990, naquela noite de Verão lá no alto do castelo, o rio Mondego pregou-me uma partida menos bem-vinda: enxames de melgas!
O meu papel de músico/actor era tocar uns temas de acordeão, mas durante o resto da peça eu era suposto de manter-me quietinho e imóvel no vão de uma porta. Aguentei durante uma hora e tal, mas no final não resisti: desatei a gesticular com os braços para enxotar aquela bicharada maldita. O público riu-se, mas não levou a mal. Em termos teatrais até pode ter sido um contraponto interessante à gravidade da peça!
Como vê, caro leitor, a vida de artista não é um mar de rosas...

(Mas o que é que isso tem a ver, pá!? Pois, faits divers, então)

Anónimo disse...

Não sei porquê, mas não me sinto muito à vontade neste blog...
Ou como diz o ditado espanhol El gato y el ratón, nunca son de la misma opinión.
Muitas felicidades para o blog e para os 4 craques do Alekhine.

O filme é absolutamente delicioso. Adoro filmes mudos.
Fazem lembrar uma partida de xadrez que se começa com uma Torre a menos.
É preciso ser muito mais criativo (sem a palavra ou a Torre).
Nunca deveriam ter acabado!
A expressividade dos actores tem de ser excêntrica, e a música é fundamental.
O que me suscita a pergunta, será que a tecnologia nos vai tornando menos criativos?
Ou o aumento de recursos empurra a criatividade para outro patamar?

A personagem femenina é omnipresente nas mulheres.
Veja-se a cena em que bate com os pés rapidamente em tom de birra.
O drama... o egocentrismo... a birra... o suicídio com a Dama...
Por fim aprende a jogar xadrez com o Capablanca, e ama como destino.
São o melhor da vida!

Tenho de arranjar um boné, um lenço e meias de xadrez.

Hugo "Rato do Alekhine"

Rini Luyks disse...

Bem-vindo no blogue, caro Hugo!
Podes sentir-te perfeitamente à vontade, o "Gato do Alekhine" é pacifico, só gosta de brincar, como nos desenhos animados "Tom & Jerry".
(É uma piada conhecida nos grupos corais.
Corista: "Maestro, qual é o tom?"
Maestro: "O Tom é o gato e o Jerry é o rato!")

Alberto Eggert disse...

Bem-vindo Hugo! Nada é por acaso, o Gato do Alekhine chamava-se Chess, e eu acho que se o Chess te quererá apanhar, não te vais a importar. Até diria mais, quando o Chess apanha, parece que é para toda a vida! Grande abraço

Renato Vasconcellos disse...

Bem-vindo Hugo, espero que sejas um contribuidor para este blogue. Acerca do filme posso dizer que já conhecia e é dos meus preferidos, devo acrescentar que ao longo dos tempos tenho coleccionado bastantes filmes acerca de xadrez, visto que são dois dos meus passatempos preferidos.
De resto tenciono verificar qual o comprimento da versão que possuo.
Em relação à criatividade penso que não se perdeu na actualidade, como em tudo existe o bom e o mau, a tecnologia não nos limita (se nós não quisermos) antes pelo contrário, agora há que saber dar espaço às formas mais antigas.
O computador não veio substituir a caneta além de que sem a tecnologia este blog pura e simplesmente não existiria.