quinta-feira, 1 de julho de 2010

Torneio dos 9 Mestres + 1 aluno

A poucos dias de terminado o Torneio dos Mestres 2010 da FPX, cujo vencedor foi, como já se sabe, o Mestre Fide António Pereira dos Santos, vou partilhar algumas das minhas impressões (imprecisões:)) sobre o evento.
Começando pelo título deste post, me apercebi logo no início da prova que devia me esmerar mais que o costume, porque nenhum Mestre que se preze iria me ensinar nadinha de nada, mas sim pelo contrário, não se importaria com que eu apreendesse.
E o que é que eu finalmente aprendi? Que ninguém nasce sabendo...Não, isso eu já o sabia. Que um Mestre não nasce, senão se faz... Pronto, isso é outra maneira de dizer a mesma coisa. Que perde quem abandona... Mais uma obviedade!
Então, será que não apreendi nada?
Isso até poderia ser mais viável, se não fosse por isto:

já desde há algum tempo percebi, e durante este torneio reforcei essa percepção-
as derrotas no xadrez indicam vários factores que as desencadeiam (falta ou excesso disto ou daquilo), mas também deixam nua a alma, a que manifesta-se toda pura, sem máscaras, nem pesadas roupagens-encubridoras, exteriorizando todo o seu sofrimento (ou aquilo a o que ela é capaz...) Eis ai é que eu fiz a minha principal aprendizagem, a que já faz parte da minha filosofia de vida: seja qual for o prémio, não vale a pena sofrer pelas derrotas.

Quem esperava uma revelação mais comovedora, ficará desiludido, e ainda bem!

Quanto à minha prestação no referido Torneio, para o meu "Elo" foi de facto algo fraco, mas para o que é a minha força actual, o resultado final não está nada, mas nada mal.

Não comentarei os jogos todos, até porque não sei analisar, só deixo aqui a minha última pérola, com o já mencionado Mestre co-autor, António Pereira dos Santos

6 comentários:

Rini Luyks disse...

Desculpe-lá Alberto, mas isto é modéstia a mais!
Obviamente é completamente inaceitável publicar só a tua pior partida (de facto não houve jogo nenhum nesta partida, uma gaffe, dama encurralada, pronto, acontece).
Esperava e espero, um comentário teu sobre a tua fase melhor do torneio, senão... isto fica triste sem razão...
A tua observação sobre várias derrotas consecutivas em torneios fortes posso confirmar.
Tive duas experiências destas: a Batalha dos Mestres em 2002, onde comecei com meio ponto (foi contra o caro amigo Ulyanovskyy, pai) em sete jogos, sem necessidade: tive empate por repetição na mão contra Rui Dâmaso, peça a mais contra José Pinheiro. Finalmente ganhei um jogo contra o caro co-bloguista Renato (e foi uma francesa muito interessante que ainda analisei exaustivamente para o boletim do torneio...que nunca foi editado, aiaiai, Altino!!??).
E logo ganhei também as duas últimas partidas contra Rex Blalock (uma Tarrasch exemplar, modéstia aparte) e um final de damas contra a dama Catarina Leita na última ronda...que atrasou a entrega de prémios quase uma hora :)!

Pior ainda em 1992: comecei a Finalíssima de Lisboa (muito forte nessa altura com mestres como António Fróis, Carlos Santos, Alvaro Pereira) com meio ponto em oito jogos...
Foi um torneio-FIDE, a "norma" para fazer um resultado para entrar na lista Elo-FIDE (superior a 2200, o Elo-mínimo na altura) era 3,6 pontos.
Claro que ganhei os últimos três jogos para terminar com 3,5 em 11... e só no fim da década consegui um Elo-FIDE.
C'est la vie.

Rini Luyks disse...

P.S. Holanda-Argentina no final do Mundial ainda é possível.
Será a vingança de 1978 (quando Holanda não devia ter participado no mundial da Argentina; houve um forte movimento holandês
a favor dum boycot contra o regime assassino de Vidal cum suis).

Albertus disse...

Olá Rini,
não é para tanto, de veras é que não me sinto a vontade para expor as minhas muito poucas ideias, e usar para isso o sempre pronto Fritz não me dá a mais mínima "gana", espero compreendas a este algo anquilosado russo-argentino aportunholizado...:)

Rini Luyks disse...

Sempre se aprende alguma coisa: a palavra "anquilosado" era me desconhecida. Descobri que não tem a ver com "uns quilitos a mais" mas com um problema nas articulações.
Massagem ajuda!? (mas não sou que vou dar, bem entendido).
Por acaso, acho que meter o teu final de cavalos no Fritz podia ser proveitoso para um torneio como a 1ª divisão!?

Albertus disse...

Tens razão, Rini, esse final tem que ser analisado!

Rini Luyks disse...

..não sou EU que vou dar (a massagem), bem entendido :))!